Fisioterapia

O surgimento da Fisioterapia no Brasil no eixo Rio - São Paulo foi influenciado pela vinda da família Real ao Brasil. Junto com a família real vieram cerca de quinze mil pessoas para servi-la, trazendo aos serviços existentes no Brasil, avanços já existentes na Europa, obrigando que os profissionais aqui existentes se adequassem à esses avanços, sobretudo na área da saúde.
No século XIX, os recursos fisioterápicos faziam parte da terapêutica médica, e assim há registros da criação, no período compreendido entre 1879 e 1883, do serviço de eletricidade médica, e também do serviço de hidroterapia no Rio de Janeiro, existente até os dias de hoje.
Os reflexos da participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial ajudaram no desenvolvimento da Fisioterapia enquanto prática recuperadora das sequelas físicas de guerra, com a modernização dos serviços de Fisioterapia no Rio de Janeiro e em São Paulo e criação de novos cursos em outras capitais do país. Com este objetivo, empenharam-se para que o ensino da Fisioterapia como recurso terapêutico, então restrito aos bancos escolares das faculdades médicas nos campos teórico e prático, deveria ser difundido entre os paramédicos, que eram os praticantes da arte indicada pelos doutores de então.
Começaram a surgir então as primeiras definições de Fisioterapia, porém todas dando ênfase na reabilitação e também como ramo de trabalho e não como ciência. Ainda como contribuição para o fortalecimento destas definições errôneas, a legislação brasileira teve significativa relevância na determinação e manutenção do que seja o objeto de trabalho da Fisioterapia no País.
Os principais aparatos legais que regulamentaram o exercício da fisioterapia no Brasil foram: O Decreto-lei nº 938, de 13 de outubro de 1969; a Lei nº 6.316, de 17 de dezembro de 1975, sancionada pelo Presidente da república, e o Código de Ética Profissional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, estabelecido pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFITTO).

Contato

Coordenação: Profª Drª Karla Rocha Carvalho Gresik
Telefone: 73 3222-2330
E-mail: karlagresik@hotmail.com

Informações

Portaria Reconhecimento: MEC/SESu nº 209 de 27/03/2014, publicada no DOU de 28/03/2014.

Modalidade: Graduação - Bacharelado

Carga Horária: 4.180 horas

Integralização: 10 semestres – 05 anos

Turno: Matutino e Noturno

Vagas: 150

Objetivo

O Curso de Fisioterapia da FMT tem por objetivo capacitar o futuro profissional para o exercício da Fisioterapia, com visão ampla e holística, capaz de atuar em todos os níveis de atenção à saúde (promoção da saúde, proteção e reabilitação), tanto individual como coletiva. Além disso, o mesmo deverá ser capaz de atuar com base no rigor científico, intelectual e princípios éticos, tomar decisões, e, estabelecer comunicação e liderança na prática administrativa e gerencial.

Perfil do Egresso

Tem como perfil do egresso, o que preza as diretrizes para a formação de fisioterapeutas do Conselho Nacional de Educação, comprometendo-se com uma formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitando seus egressos a atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com base no rigor científico e intelectual. Esta formação multidimensional deve resultar em profissionais de fisioterapia preparados para o desempenho de suas funções dentro de uma prática social e historicamente estruturada, permitindo estabelecer relações com diferentes tipos de trabalho. Com a consolidação da transição epidemiológica e a criação do Sistema Único de Saúde - SUS, com mudanças no modelo de atenção à saúde, sobretudo, marcada por uma inadequação da formação da fisioterapia dentro de uma descontextualização dos princípios do SUS, a FMT, com o curso de fisioterapia, mantém a responsabilidade social de conduzir a formação profissional de seu alunado voltado para a resolução dos problemas e necessidades sociais, e não apenas para o atendimento às regras estabelecidas pelo mercado privatista.

Campo de Atuação

A evolução da profissão está diretamente ligada à especialização por meio de cursos e outros tipos de formação na área escolhida. Com as formações, o profissional aprende novas técnicas e se aprimora, o que lhe permite melhorar os ganhos, por meio do aumento da clientela e do valor da consulta. No setor público e em hospitais, o fisioterapeuta pode, ao longo da carreira, assumir funções de coordenação de equipes. Outra linha profissional é a da gestão. Há profissionais atuando em órgãos como a Agência Nacional de Saúde (ANS).